A que faz a diferença

 A terceira terça-feira do terceiro mês do ano.
Podia ser um dia, só.
Mas algumas coisas fazem a diferença. Até porque, se trata dela. Hoje, dia 23, é aniversário da Aline, do blog Ponto Final.
E, ela é especial. Não falo por ter namorado com ela; mas pelo que de fato ela é. Muitas vezes, no dia-a-dia, a gente depende de algumas pessoas, pra facilitar nossa vida, pra dar o apoio, pra sustentar e nos ajudar a sair das encrencas - e ela sempre foi a melhor nisso, e não só pra mim.
E, a gente costuma não reconhecer essas pessoas, na nossa vida.
E, por todas as vezes que fui grosso, não atingi as expectativas que você tinha em mim, e que errei com você, eu peço, de todo coração, que me perdoe. =)
Tudo que passamos, e que vamos passar, vai estar guardado aqui comigo. Porque, acima de tudo, você sempre foi, e sempre será, minha amiga. Mesmo que esse conceito de amizade ande muito desgastado.

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Discursos Vazios

Deputado Estadual Welinton Prado (PT-MG) defende a volta da Telebras.

Em entrevista à TVALMG, o Deputado disse que a reativação da Telebrás poderia trazer melhorias técnicas no serviço prestado e uma queda nos valores cobrados pelas companhias privadas, defendendo que o Estado deveria tomar para si um papel maior na prestação desses serviços.
Não vou discutir (agora) o mérito da sua afirmação, mas o fato de, durante a entrevista, ele cobrar do Estado uma alternativa para poder reduzir o valor da tarifa telefônica. Ele afirma que uma pressão popular poderia obrigar o Estado a mudar a política atual.
Mas não é a função dele fazê-lo? Façamos uma manifestação popular, convoquemos todos os setores da comunidade, fechemos as avenidas principais dos grandes centros urbanos, para que então, a Assembléia Legislativa mude o status quo. Para que a manifestação, sendo que ele próprio, WELINTON PRADO, está na Assembléia? Porque colocar o povo na rua, atrapalhar o trânsito, deslocar a Polícia, provocar o caos urbano (todo mundo que mora em cidade que já teve manifestações sabe o tanto que dificulta o dia-a-dia), sendo que o próprio convocador da manifestação é quem vai ter que se mexer ali na frente?
Não passa de mais uma manobra eleitoreira do deputado em questão, já antigo conhecido da população de Uberlândia (MG), pelo muito barulho, muita conversa, e nenhuma ação. Simplesmente ele não sabe o que está fazendo na Assembléia. Porque, se soubesse as suas atribuições, como Deputado Estadual, não falaria tamanha panacéia.

Em aparte, Domingos Sávio (PSDB-MG) foi mais razoável, concordando com a urgência de uma baixa na tarifa celular, assim como na necessidade de uma amplitude na cobertura celular em Minas Gerais – mas da mesma forma, não apresentou nenhuma solução.
Se não é função deles, deputados estaduais, apresentarem soluções, de quem é?

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Prisões sem julgamento

Com as novas notícias da prisão de Arruda, no twitter começaram a pipocar os comentários (como este, do @fangelico, ou do @GSantelli), que já estamos bem acostumados a ouvir nas ruas, perguntando quanto tempo ele vai ficar preso.
Mas o fato é que não há motivo para mantê-lo enjaulado, até porque, conforme o Código de Processo Penal, todas as prisões antes do julgamento final e do trânsito em julgado da sentença, devem balizar-se sob o art. 312, o qual é taxativo quanto aos objetivos da prisão. Resumidamente, ela serve ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para:

=> Que o acusado compareça ao tribunal; para ter oportunidade de se defender;
=> Evitar que o acusado repita o crime que cometeu, para não perturbar a paz pública;
=> O acusado solto pode tentar destruir as provas, perturbar a instrução. A medida é especifica para se evitar prejuízo ou tumulto na fase instrutória;
=> Prende-se o acusado para evitar, sua evasão após a condenação;

Aplicando ao caso Arruda, temos que, pela presunção de inocência, e pela existência de medidas sancionatórias caso o acusado omita ou entre em falsas afirmações, temos que, caso, no Habeas Corpus, impetrado pelo seu advogado (dr. Machado), ontem à tarde, o ex-Gov. Arruda se comprometa a comparecer no tribunal (veja que é uma obrigação que o Direito impõe para o bem de quem está sendo acusado, dando-lhe a chance, ou melhor o DEVER de se defender), tenha pedido licença do cargo (o que já fez, o que tanto evita que ele repita o crime, como tente destruir as provas, por não ter mais acesso aos documentos ou dinheiro público), e, por fim, comprometa-se, sob ordem judicial, a não se retirar do Distrito Federal, sem antes protocolar pedido à autoridade judiciária (com o deferimento, of course), não há motivos para mantê-lo encarcerado.

Até porque, sob uma ótica do Direito Econômico, mantê-lo lá, representa mais e mais gastos para o Estado.

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EDIT 13/02/2010:

Ok, falei besteira. Mantenho o post acima, mas eu, conectado como sou, não vi a notícia da tentativa de suborno à uma testemunha, em nome do Arruda.
Leiam a íntegra da decisão liminar do Ministro. É ótima, por sinal.

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Hashtags e Trending Topics


Era pra ser uma postagem sobre o que andam chamando de marketing por aí, porém, por causa de uma discussão no twitter, pode virar pra outro lado, vamo ver no que dá.
Os meus tweets printei direto do site do twitter, os do @minduim182, eu printei do meu TweetDeck, já que ele, logo após perder a cabeça, me bloqueou e deletou seus tweets, num ataque de maturidade impressionante. Ok, chega de ironia. Aí vai o desenvolvimento da discussão, tweet a tweet, inclusive o primeiro, que gerou meu comentário.

Quer discutir se a hashtag #soeusei realmente tinha conteúdo, e eu deveria enfiar o trem no rabo? Entraí, nos tweets 1 e 2 da @Karooooll.

Fui injusto, não fui, que acham?
Definindo marketing de guerrilha:  "O Marketing de Guerrilha, como descrito por Jay Conrad Levinson no seu popular livro Guerrilla Marketing de 1982, utiliza-se de maneiras não convencionais para executar suas atividades de marketing e com orçamentos “apertados” (wikipedia)." No site da ClickSoft, a definição de marketing em mídias sociais para... músicos: "Você sabia que vários artistas do mundo inteiro usam sites de comunidade para escolher e divulgar as músicas que serão lançadas? Personalidades como Madonna, trabalham o marketing social divulgando suas músicas antes de gravar um novo disco. Assim elas podem saber quais músicas foram bem aceitas e gravar o cd apenas com elas."
Divulgar o seu trabalho é uma coisa, você oferece ao público algo, e tem a resposta de volta. Por exemplo (não vou nem comentar da banda Bleffe e o trabalho de divulgação no twitter), o TGIFriday's (Thank God It's Fridays), lançou a promoção #1000kshakes, e chegou aos trending topics.
Se você acessar a hashtag #1000kshakes, vai entender o propósito da tag, assim como a do #projetoenchentes, e assim por diante. Procura por #soeusei. Isso, pra mim é SPAM - e dos mais idiotas, porque não produz resultado.

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Aquecimento para o processo

Dia 28 eu resolvi entrar em um tipo de tour forçado pela cidade, já que tinha que resolver a situação do B.O. da tal batida. Saí então, daqui de casa, com o meu pai (ainda não posso dirigir, e de qualquer modo a moto tá parada na oficina) e fomos pro 32 BPM (Batalhào de Polícia Militar, ali no Martins). Chegando lá, conversamos com dois soldados, e eles nos recomendaram procurar o policial que fez o B.O., que apenas ele poderia alterar o documento (até faz sentido, esse pensamento). O.k., rumo à 192 Companhia Militar, ali depois do Tubalina, quase chegando no Jaraguá. Fomos atendidos na recepção, e o soldado dali falou que as retificações só eram feitas no 16 Batalhão – fica no Umuarama do outro lado da cidade.
Aí a história começou a perder totalmente seu sentido. Oras, porque um Batalhão poderia se imiscuir nos Boletins de Ocorrência do outro? Que farra é essa? Tá, não sei de nada mesmo, sou um simples cidadão, né, fazer o que. E vaamos nós atravessar a cidade.

[CONVERSA PARALELA 1 – acontecidos que nada têm a ver com a história em si]

16 Batalhão, e pá e tal, uma hora lá na recepção (o único funcionário estava com um abacaxi nas mãos – 6 pessoas conduzidas à delegacia por porte e plantação de drogas, entre eles um menor). Nessa uma hora, o oficial da recepção conversava.
O que esse povo vale pra sociedade? Nada, não vale nada. Entra aqui, daqui a pouco, dia primeiro sai de novo, ano que vem volta de novo, e nada muda.
O pensamento dele faz sentido – é só olhar as fichas dos réus na Defensoria Pública Criminal, que você realmente vê que o sujeito já tá cansado de ser [s]preso[/s] conduzido. Passa um pouco.
Isso é tudo lixo. LIXO. Entra lá lixaiada. Esse povo não vale nada.
Opa... né? Agora imagina a situação da mãe, vendo o filho menor dela ser chamado de lixo. Ah, cara aí já é demais pra mim.

[/CONVERSA PARALELA 1]


Com essa situação toda tensa, ele pergunta o que quero e... me manda pro escrivão. Não, relaxa, é só virar a esquina aqui, na terceira porta. Tá, né. Tenho nada pra fazer nesse período entre natal e ano-novo mesmo, vamo nessa.
Na porta do escrivão, lógico uma filazinha, duas pessoas esperando. A fila é pouca, mas como é escrivão, o tempo é muito.

[CONVERSA PARALELA 2]

Aí, a viatura, estacionando no lugar errado ó. Depois quer que a gente faz certo

Ah, cara mas onde você queria que ele parasse? Essas vagas aqui tudo são pra viatura, e tem carro particular parado... Se fosse chamar o guincho, pra multar os caras e depois ainda guinchar, ia demorar demais. Tem nego ali, dentro da viatura, não pode enrolar não..
Éé, tá certo. Aqui demora né?
Aham.
‘Tô aqui tem mais de hora, já é o terceiro lugar que venho. Sumiram meus documentos quando fui conduzido, e agora ninguém acha. Hãm, esse pessoal aí dá bola pra gente que é pobre não. A gente não é nada.
Aham...

Não, ele também não estava de todo errado.


[/CONVERSA PARALELA 2]


Entrando no escrivão... 


Queria retificar o B.O., aqui.... 
Não meu filho, quem faz isso não é a Policia Civil não, tem que ser a Policia Militar, se eles não servirem nem pra arrumar o B.O. não tem porque existirem não, é quase a única coisa que eles fazem.. Você tem que ir lá na Companhia que emitiu o B.O., no caso, deixa eu ver, a 192 Cia. e lá eles vão retificar. Se não quiserem, você pode ir no Batalhão, que são os superiores deles, e reclamar.
Mas o Batalhão que mandou a gente pra cá >.<
Eles tem obrigação de corrigir... Mas, se não quiserem, você pode entrar no Juizado Especial, com um processo contra o cara que bateu o carro em você, e já pode cobrar pelas lesões corporais, pelo dano no veículo, se procurou atendimento particular...

E, agora, vamos nós seguir o pedido que eu fiz no começo disso tudo. Entrar na Justiça. Essa história vai longe...

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Publicidade 2.0

Quando você pensa em publicidade online o que vem na sua cabeça?

Seja sincero, quase todos nós pensamos, irremediavelmente, nessas caixinhas do AdWords, que estão espalhadas por todos os cantos da internet. Ou pelo menos, naqueles banners coloridos que costumam empestear as páginas.

Os mais antigos ainda lembrariam das pop-ups, na longínqua época do hPG (alguém aqui lembra disso ou sou só eu? – quando iG significava internet grátis), dinossauros do que pode ser a publicidade.

Desde a época do AdSense ou AdWords, que seja, muita coisa mudou. Hoje, no auge do Twitter, das relações, do contato, do sharing, do colaboracionismo, o que vale não é mais a propaganda – mas quem a faz. Alguém elogia ou destrói um produto ou serviço, seja em seu blog, ou no twitter, em menos de 140 caracteres, influencia diretamente uma gama de potenciais consumidores.

Grande exemplo é o livro do Marcelo Tas, elogiado por centenas de leitores via Twitter, o que levou outra centena a comprá-lo. Eu mesmo comprei um [s]livro[/s] assim. Areia nos Dentes, do genial Antônio Xerxenesky, por causa, quase exclusivamente, desta resenha – o que me lembra que eu preciso escrever sobre este livro (2010 taí pra isso, mano jhow). Mais diretamente como publicidade tem-se as divulgações de promoções do @marcogomes, sempre seguidas por uma tag #ad (de advertising, propaganda).

Mas ainda assim, a publicidade é pouco explorada, como eu disse no post anterior, sobre o ostracismo de algumas companhias (pagar por conteúdo é coisa do século XX) – deve haver novas formas de se vender um produto.

Mas de fato, a melhor propaganda sempre será o boca a boca de clientes/usuários satisfeitos – seja ele de fato ou virtual.

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Google pago?

O google pode se tornar pago.

Essa frase lembra aqueles emails de spam, que pediam pra reenviar pra 1001 contatos em uma espécie de manifesto virtual, porém dessa vez, é (em parte) verdadeira.

Depois de anos com pressão internacional, e nacional, a Google decidiu que irá cobrar pelo acesso à alguns sites de notícias. Porque? Simplesmente porque estes, pertencentes a grandes veículos da mídia tradicional (leia-se papel) não se adequaram à web 2.0. Não foram capazes de, ao se submeter a uma cultura colaborativa (onde a informação é de todos, não tendo um único dono), não conseguiram reorganizar seus meios de produzir lucro.

Tentaram, por anos, erroneamente, aplicar um método de negócios que, na web, perdeu seu sentido. E sabiam disso.

Todos coglomerados de comunicações sabem o que é a Web 2.0, porém, ainda insistem em cobrar pelo acesso à informação. E vão sucumbir.

Apenas aquelas empresas que realmente se subordinarem a uma nova forma de pensamento, e conseguirem de fato apresentar um modelo lucrativo dentro de um meio colaborativo conseguirão sobreviver.

Cobrar por aprofundamento ou por algumas notícias específicas, como faz o Wall Street Journal, é apenas uma medida paliativa – um bolsa família para as mega-empresas em crise. Cobrar a partir de um certo numero de acessos (5, como propõe o Google, ou 10, como o Financial Times já pratica) é insustentável – já que, ter menos leitores, significa menos anunciantes.

A publicidade tem sido o caminho encontrado para tirar os coglomerados da comunicação do vermelho, mas será que ela realmente é o único meio? Ou pelo menos o mais viável?

Padecemos de soluções criativas. Urgentemente.

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Do chão, não passo.

Algumas notícias não tem como serem dadas de outra forma: eu bati, sábado. E, pra quem não sabe, sou motoqueiro. E, motoqueiro, quando bate se esparrama pelo chão se estrupica.

O que aconteceu, resumidamente: o fdpfdpfdp abençoado estava na faixa da direita, eu na do meio, quando ele resolveu que ia pegar o retorno (à esquerda, obviamente). Então, como bom cidadão uberlandense que ele é, o que fez? Deu seta e foi. Olhar pra trás é para os fracos. Buzinei, ele tentou tirar o carro, mas ainda assim esbarrou, perdi o controle da moto e fui cair logali na frente, graças a Deus deu pra tirar a perna antes que a moto caísse.

O rapaz que estava no carro atrás de mim era do Corpo de Bombeiros, e já deu uma garibada super de boa, ver se tava tudo ok, e, ainda bem, da mesma forma, que foi na frente da Uniminas, e tava tendo (n)Enem, uma policial viu tudo, e pelo rádio mesmo já chamou os paramédicos (Resgate, dos Bombeiros), e a polícia pra fazer o B.O. Nisso, o tio (já era um senhor, que bateu em mim) estava desesperado. No momento tava tudo bem, eu doido pra fazer alguma coisa, mas simplesmente não podia mexer. Nada. Liguei pra minha mãe, liguei pra Aline, mandei algumas sms urgentes, pra algumas pessoas não ficarem me esperando, e fiquei mofando no sol.

(Tenho que abrir um parênteses aqui pra comentar da ignorância – não há outra palavra pra isso – dos uberlandenses, que, quando vem um carro com a sirene ligada, seja de Bombeiros, Ambulância ou da Polícia, simplesmente NÃO SE MOVEM. O Resgate demorou exatamente vinte e cinco minutos pra chegar ao local do acidente por causa do engarrafamento – numa cidade de 700 mil habitantes – porque ninguém abria espaço.)

Chegaram então os policiais pra fazer o B.O. e os bombeiros, praticamente ao mesmo tempo, os bombeiros fizeram todo o procedimento necessário (conferir se tinha alguma costela quebrada, onde tava doendo, colocar o colete cervical, pra não mexer o pescoço) rapidinho, e já me colocaram na viatura e fui embora.

O pessoal de uma presteza e de um carisma assim, inigualável. Todos que me atenderam eram recém-concursados, dois faziam faculdade, e foram conversando super amigavelmente durante todo o trajeto, explicando o que podia e não podia ter acontecido, falando sobre o trânsito, a demora, pra onde ia, etc.

Chegamos na UAI (Unidade de Atendimento Integrada) do Planalto em menos de cinco minutos, já direto pra sala do médico, encosta daqui, encosta dali, cutuca aqui, faz meia dúzia de perguntas, manda pro Raio-X, já tira a chapa, volta pra sala, dá uma olhada, e...

Quebrei a clavícula. Só isso, graças a Deus, colocou uma faixa e tudo tranqüilo.

Tá, nem tudo. Tem dia que dói paca, tem dia que fica tranqüilo. Mas acontece, recuperação é assim. =)

 

E, enquanto eu ia pra UAI, diz meu pai que o tio tava prestando depoimento, no B.O.

-Não, seu guarda, eu não tava errado não, ele tava correndo, nem deu tempo de ver ele...

-A quanto que ele tava? – pediu meu pai, já ficando grilado comigo

-Ah, uns 40, 50 por hora.

-E ele tava correndo? É, ele não tava parado né. A sua sorte é que ele tava andando certinho, se fosse outro motoqueiro, desses doidos por aí, o senhor tinha matado ele.

 

Diz que o tio empalideceu.

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Bradescuzinho do meu coração

            Taí, antes mesmo de fazer a crítica já mudei bastante de idéia. Esses dias estava tentando organizar as idéias pra um post criticando o Bradesco, por alguns inúmeros fatores, quando o tal banco me surpreende, duas vezes: uma boa, outra nem tanto.

            Primeiro, começaram os problemas com o Bradesco da Afonso Pena (aqui em Uberlândia). Foram quase quatro horas na fila pra abrir a conta-salário (mesmo com todos os documentos necessários, todas as assinaturas exigidas e toda burocracia pronta) foram três horas e lá vai cacetada pra chegar à uma atendente responsável por abrir a conta. Não havia lugares para todos sentarmos e poucos atendentes (embora fosse uma segunda-feira normal) – só duas abriam as contas, embora houvesse vários funcionários, hm, bastante tranqüilos eu diria.

            De qualquer modo, o atendimento era leve, e apesar de toda a carga de trabalho pressionando, ambas atendentes estavam com um bom-humor – impressionante.

            Daí o burro aqui resolveu que ia esquecer aquelas malditas letrinhas – e sem letrinhas, não se faz porcaria nenhuma. Não, não é que eu estava em dúvida, mas eu realmente não fazia nenhuma idéia de que letras EU tinha escolhido – óh, ironia.

            Xingando três gerações de castores pela ausência de hemisfério direito inferior no meu cérebro (/responsável pelas memórias, até onde se sabe), fui quase me arrastando para a minha agência.

            (Taí uma forma interessante dos bancos. Minha agência? What the heaven? Tem certeza que eu su responsável por aquilo? – é só uma forma de tirar a culpa do banco. Posso até ouvir a voz da atendente O Sr. deverá estar se encaminhando para a SUA agência para que eles possam estar resolvendo o SEU problema – olha que coisa, a culpa é praticamente SUA, man!)

            Chegando lá, pensei estar no cenário de Advogado do Diabo, não parecia ter vivalma por ali, até que... pra variar a porta automática resolve me travar, of course. Não, eu nunca consigo passar de primeira pela porta. Posso tirar chaves, moedas, máquina digital, celulares, capacetes, canivetes, laptops, maçaricos, ou até uma prensa portátil, não importa: eu nunca passo. É impressionante.

            Aí chegou o tiozim, sempre afoito em ser pró-ativo e ganhar uma promoção da chefe, e disse: deve ser o arame do carderno. OI!?

            Tá, que seja, não vou discutir. Entrando (de fato) na agência, depois de desligada a porta, me encaminhei aos serviços gerais, que ficava quase onde seria a despensa, se aquilo fosse um restaurante. ÓBVIO que lá tinha fila. Mas é LÓGICO que teria. Mas era menor que a dos caixas, se isso serve de consolo.

            Mas em cinco minutos fui atendido pela única pessoa que lá estava.

            Alguém sacou o que eu disse? Em CINCO MINUTOS alguém, dentro de UM BANCO atendeu SETE clientes. Dando resposta para todos.

            Fui, meio crente de que tinha alguma coisa errada, expliquei a minha burrice antológica, ela sorriu, pediu o cartão e falou que ia bloquear e desbloquear o acesso para que eu pudesse escolher novas letras ( D: ). Mas antes de terminar de falar, ela já tinha devolvido o cartão. Não entendi, e falei Ãhm?

            Ela olhou pra mim com aquele olhar de mãe, e disse

 

Pode ir lá fora, já tá liberado.

Oi?

É só ir no caixa automático, e escolher uma nova combinação.

Já?

Já, senhor.

=O

 

E fui. Sim senhores, em cinco minutos fui ao banco, peguei uma fila, resolvi meu problema e voltei à pacata vidinha de interior. Surpreendente.

Mas, como é comigo, tudo não acaba bem assim.

Depois de rapelar minha conta pra pagar minhas dívidas (salário SUPER atrasado, considerando que já até saí do estágio), sobrou uns trocados. Ah, ‘tô fazendo nada mesmo, põe a grana aí na poupança vinculada né, Bradesquinho do meu coração?

Poor thing, diria uma personagem de Sweeney Todd. No outro dia, precisando de crédito para o meu celular, fui atrás do trocado.

Não estava na Conta Corrente. Não estava na Poupança. Tirei um extrato, pra conferir – constava a transferência. Deus sabe onde foi parar meus centavos. Ô laiá, e lá foi o Bradesco de novo parar na minha lista de ódio.

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Só no CJ, mano jhow.

Anos atrás eu costumava dizer "Coisas bizarras acontecem no A-121". E hoje, eu tive prova de que, por mais que o mundo dê voltas, ainda estamos no mesmo lugar. 

A-121 é o ônibus que passa na porta de casa, o Cidade Jardim, linha pequena, com geralmente apenas um ou dois veículos, que passam de meia em meia hora, ou de hora em hora. E, sabe lá Deus porquê, talvez pelos atrasos que antigamente eram constantes (eu mesmo já cheguei a ficar duas horas e meia sentado esperando o ônibus), as pessoas costumavam conversar no ônibus.

Então, desde 2003, quando estava na oitava série, eu pegava o ônibus, até o começo do ano, quando minha mãe comprou a moto. Mil e um detalhes e desacertos me levaram a voltar para o ônibus esse mês [/espero que acabe em breve, mas nada contra], e não é incomum encontrar os conhecidos (?!) -que não sei, nunca soube nem o nome- daquela época.

Hoje, então, sentou há dois bancos de distância uma mulher, já quase senhora, mãe de uma menina (hoje a menina trabalha como recepcionista), sentou perto de mim, e, como sempre, nos cumprimentamos e ficou por aí.

Passando ali pelo extra, meus pensamentos acerca da moto foram interrompidos grotescamente pelo motorista parando, logo depois da esquina.

Uma nota ali, do lado da lixeira, no meio do quarteirão

Dinheiro, moço, ali, dinheiro - gritava e apontava algum lugar que nao conseguia ver

Não, ele não vai pegar - falou o motorista de repente

Ali óh, a nota!

Vou lá

E, o motorista SAIU do ônibus, correu dois quarteirões e pegou uma nota de vinte reais. Agora, assim, todo mundo ficou abismado pela visão do motorista, ele viu uma nota de vinte, perto de uma lixeira, a cinquenta (sem trema, novo acordo ortográfico) metros de distância, em um quarteirão que ele não ia passar.

O que ele disse?

Dinheiro eu vejo de longe.

Até o terminal central, foram só histórias, lá no fundão sobre perder e achar dinheiro. De corrente de ouro pulando no pescoço a duzentos e cinquenta reais em chão do supermercado ouvi de tudo.

Acredito? Não sei. Acho que nem nesse ônibus eu acredito.

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UNE demonstra a que veio

Alunos da UnB tiram a roupa em apoio à estudante da Uniban

Oi? Como assim? Eu não sei o que me traumatizou mais, a bunda branquela do rapaz (que, por algum acaso, está com a cueca na cabeça), ou a forma de apoio/manifestação dos estudantes da UnB.

De qualquer modo, continuando, como se fosse completamente normal cem alunos tirarem a roupa e saírem andando pelados pela faculdade, ainda me vêm a notícia de que eles entregaram um protesto ao reitor... da UnB!

Meu Deus o que é esse Movimento Estudantil? É isso que se fala na pauta de todos os DCEs, quando citam engajamento? Olha, muito obrigado, mas não quero ser engajado, não.

Porque, se for engajado quiser dizer fazer um protesto ridículo, com uma reunião de nus e seminus, a oito horas de distância de carro do lugar onde a coisa tá pegando, e entregar um protesto a um cara que não tem nada a ver com o assunto, engajado significa ignorante.

E ignorância é a falta de conhecimento, acrescida da falta de vontade de aprender.  Porque as notas de repúdio da UNE são tão zombadas, e nenhum dos congressos estudantis são levados à sério.

O tal 'Movimento Estudantil' paira num ostracismo gigantesco. A vontade de quebrar com a sociedade, com a norma vigente, a sede de se fazer algo diferente é tamanha, que, muitas vezes, as manifestações que eles fazem são tão... nonsense.

Vamos aos fatos. Quais os erros da manifestação contra a Uniban:

1- Tirar a roupa. Definitivamente eu não entendi qual a mensagem que eles quiseram passar. Se formos interpretar, a manifestação parece ser contra a estudante, não a universidade; pois só reforçaria a tese da Uniban de que a aluna desejava causar alvoroço;

2- Falar em liberdade de expressão. Liberdade de expressão é para dizer alguma coisa. Poderiam pedir liberdade de expressão caso alguém barrasse o movimento deles (embora eu ache que andar pelado não seja uma manifestação válida fora de Woodstock), a menos que a Geisy tenha alguma a coisa a dizer (que ela provou não ter por mais de uma vez);

3- Culpar o capitalismo. Sim, eles fizeram isso na carta. Porque, em nome de Deus (não se pode copiar conteúdo d'O Globo, cliquem, e vejam) o capitalismo é culpado pelo irracional?!

4- Entregar uma nota de repúdio ao reitor da UnB. Preciso comentar?

5- Achar que o mérito foi deles. A UNE realmente acha que foi graças à sua ação (vídeo abaixo) política e engajada, que a Uniban voltou atrás, e não à repercussão na mídia.


Antes do vídeo, só repare (não vou falar do grito de guerra estupendo Eu uso o que eu quiser, eu sou (ou não sou) bixete, eu sou mulher), o comentário aos 1:25 a 1:26

'Então tira a roupa pra gente ver'.

Suuper engajado.

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Web 2.0: A falsa liberdade

A internet, mais especificamente, a web 2.0 se espalhou como o meio de expor suas idéias; a liberdade de expressão.

De repente, você podia dar sua opinião sobre qualquer assunto, encontrar pessoas com pensamento semelhante e, principalmente, debater com quem discorda.

E é nesse ponto que a coisa começa a mudar de caráter.

Keep Walking

Segundo o Webdicionário Aurélio:
Debater
v.t. Discutir, contestar, polemizar: debater uma questão.

E no polemizar, surge um problema típico dos meios libertários: A ditadura da maioria.

A partir do momento que um grupo com uma idéia X vê-se como maioria dominante, perde o interesse de trocar idéias com o grupo, minoria, que defende Não-X, desvirtuando qualquer princípio de discussão vindo dessa minoria, partindo para ataques pessoais, e, invariavelmente, vaias.

A vaia numa discussão é atestado de ignorância. É a crença de tudo-sei, tudo posso, porque tá todo mundo comigo - e dane-se se você pensa o contrário.

A gente vê isso mais na prática, olha só onde? Nos movimentos populares, o antro da liberdade - DCEs, Sindicatos. Deixa alguém, de direita, encostar num microfone durante uma Assembléia Geral da UFU, seja de estudantes, seja de técnicos. Antes mesmo da pessoa respirar, sào vaias, xingamentos, garrafas, e tudo mais que estiver à mão - mesmo que a pessoa tenha ido falar do vidro aberto do carro de alguém.

É como não se importasse mais nada naquela pessoa: ela se resume a ser contra X, e, se tem alguma outra idéia, por mais bacana que seja, não podemos prestar atenção, ou parar pra ouvir: ela é contra nós.

E isso já chegou aos blogs, ao twitter. Quantos de nós já não deixamos de postar, ou de twittar alguma coisa pela preguiça de lidar com essa massa?
E isso é liberdade? Ou a ditadura da maioria sempre vai estar presente?

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Jabbor, um antro de sapiência

Finalmente então, a Venezuela começa, de fato, a pavimentar a sua entrada para o MERCOSUL. Já fazem alguns anos que essa luta começou - na verdade, desde que eu comecei a estudar o mercado, ali pra 1997, em Estudos Sociais (alguém teve essa matéria ou fui só eu mesmo? /tá raro achar alguém que teve por aqui), já se discutia a possibilidade de se unir o Pacto Andino ao MERCOSUL. Mais de 12 anos depois, então, a Venezuela consegue a aprovação do Senado brasileiro.

Ainda nào será nessa década que teremos a Venezuela como parceira comercial (e arrisco a me dizer que nem na próxima), mas, pelo menos, a decisão final do Legislativo brasileiro sai (se nada der errado), semana que vem.

Mas, o que realmente me surpreende, é o Jabbor, ontem à noite, no Jornal da Globo.



Keep walking;

Tá, é o Jabbor, Deus sabe porque eu fui prestar atenção.

Vou explicitar só um trecho do amplo conhecimento econômico

"Até hoje só atrapalhou negociações comerciais do Brasil com o mundo ou serviu de palco para provocações do pós-peronismo argentino."



Até porque nunca vi o Brasil ganhar alguma coisa com o MERCOSUL.

PS: Não acredite no link, ele é do governo, até parece que desde 2002, só tem saldo positivo!

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PMU, um teste de transparencia

No Twitter, o prefeito Odelmo Leão informou que constavam os vencimentos no Diário Oficial do Município, disponível no site da Prefeitura.

Segui para lá, e após a busca em sete diários, sem nenhum resultado, liguei para os números do expediente do Diário.

Um dos números não existe, mas ligando para o outro, fui atendido logo em seguida, pelo Felipe, super solícito, que, embora não soube me dizer se a informação do prefeito procedia ou não, pediu meu telefone, e prometeu ligar quando encontrasse alguma coisa a respeito.

Bom, eu já tinha desistido, mas para me surpreender mais uma vez, menos de 15 minutos depois o mesmo Felipe me ligou, dizendo que não sabia me dizer em qual Diário foi publicada a tabela de vencimentos, mas que ela realmente fora publicada.
Passei então a revirar todos os Diários Oficiais publicados em outubro, mês corrente.
De fato, a organização e as informações são perfeitas, não falta nada, todos os gastos, todos os centavos, justificativas (plausivas) de compra, e a verba geral de cada secretaria.

Mas e o que nós queríamos de início, que eram os vencimentos de cada servidor?
Bom, praticamente uma hora depois, achei uma remissão em um dos Diários de setembro para junho, e pulei direto para aquele mês.

Qual não foi minha surpresa ao encontrar, depois de quase três horas de pesquisa,
alguns valores;

Aí estão, os frutos preliminares da pesquisa
Diário n. 3185/junho
Diário n. 3186/junho
Diário n. 3186-especial/junho:
Diário n. 3187-especial/junho:


Bom, cá entre nós, eu não sei, mas as informações podiam estar todas juntas, num lugar só, seria mais fácil; de qualquer modo é minha opinião.
De qualquer modo, parece que Uberlândia é um exemplo de transparência;

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Não sou eu, então, dane-se (I) – Prisão Provisória

Me impressiona muito o nível da intelectualidade brasileira. Não dos intelectuais de fato, mas daqueles que são tidos como intelectuais, ou como já vi se referirem a eles, os socialmente intelectuais. 

É fácil descobrir quem são, pessoas que detém uma posição de destaque, seja dentro da própria mídia, ou são famosos por uma ou outra realização que, repentinamente, resolvem meter o pitaco naquilo que não têm a menor base teórica. São sociólogos, juristas, músicos, técnicos de futebol que tem experiência... zero. Apenas criticam, e, cansados de criticar, começaram a vomitar soluções mágicas para os problemas que apontam.

E, é claro, que essas soluções são absurdos, quando paramos pra pensar um pouco (eu disse um pouco, não precisa nem ser muito) sobre elas. É o típico “jornalista” encostado nas grandes corporações de mídia que, para não permanecer no ostracismo, vomitam seu veneno, atacando pessoas, culpando o sistema sem entender sua razão de ser, e dando vazão à histeria.

Não tem exemplo maior do que os casos judiciários. A prisão provisória, por exemplo, exercida pelo delegado de polícia. Alguém algum dia leu em uma revista ou jornal, ou ainda mais, ouviu em algum jornal pra que ela serve?

Nunca. A única importância para a mídia é que o cara foi preso e o juiz mandou soltar. Só.

Mas, a prisão provisória, como o próprio nome diz, é provisória, temporária; serve para que o suspeito (novamente, SUSPEITO, não culpado) não possa ou se esconder ou alterar as provas (coibir testemunhas, esconder a arma do crime, tacar fogo nos documentos, e outras bizarrices). Não é ela, portanto, aplicável em todos os casos – de que serve manter um deputado preso, sendo que ele não tem como mudar as provas do processo que apontam para ele? Qual o sentido de mantê-lo às custas do Estado, gastando (mais) dinheiro público?

Não é que o juiz esteja considerando que ele é inocente, mas sim inofensivo. A inocência ou culpa só é julgada ao fim do processo.

 

Parece absurdo? É, quando está longe, e não é com a gente, realmente parece. Imagine, porém, que uma menina que você ficou aparece com um menino e um pedido de pensão alimentícia – mesmo sem exame de DNA.
Oras, o juiz não tem as provas concretas, mas ele tem que decidir, PROVISORIAMENTE, se você tem que pagar a pensão ou não – porque a criança precisa comer.

Se ignorássemos a possível inocência do deputado, teríamos que ignorar a sua possível inocência também – até que você provasse que focinho de porco não é tomada; e que aquele catarrento não tem nada a ver com você.

 

Faz mais sentido agora, não faz? Então, por mais que, uma vez ou outra surja algum espertinho, que se use disso para se dar bem e se livrar, seria mils (como diz a Ana) vezes pior prender alguém inocente – mesmo que de maneira provisória.

E, quando se faz isso, a mídia é a primeira a fazer escândalo (lembra da mulher que furtou uma caixinha de leite no supermercado?).

 

Então, antes de criticar uma ação de algo tão pensado quanto uma Lei, de algo tão importante quanto as Normas de um país, que regem milhões de pessoas, tente entender seus fundamentos, nem tudo surgiu por medo da ditadura ;D


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Agora a culpa é minha?! (II)

Continuando, então, a rebater a coluna, a autora definiu os motoqueiros como responsáveis pela carnificina no trânsito – e a liberação de moto taxistas seria compactuar com esse rio de sangue.

Corro o risco de derrapar na Lei de Godwin (expressão usada quando se compara falas e feitos ao regime nazista), mas da forma como foi colocado, o motoqueiro é um mal a ser combatido.


Continua lendo a bagaça;

É como se a autora passasse uma borracha em todos acidentes causados por motoristas bêbados, má-conservação das pistas, má sinalização, irresponsabilidade no volante, falta de manutenção veicular, motoristas que dormem ao volante, colocando todos esses acidentes nas costas dos motoqueiros.

“Ah, mas e os motoqueiros bêbados?” pergunta alguém; A culpa é da bebida então, e não da moto, óbvio ._. Seria o mesmo que afirmar que todos que moram na favela são traficantes: Eles não moram na favela porque gostam, ou porque querem, mas, a maioria, porque não tem condição financeira de morar em algum lugar melhor.

Eu nunca vi um motoqueiro feliz porque tivesse que dirigir na chuva, ou porque tinha que entregar a pizza quentinha do outro lado da cidade – se motoboys correm, é porque são obrigados.

Novamente faço uma pausa: há motoqueiros irresponsáveis e idiotas que não respeitam porque não querem – mas são minorias, assim como motoristas de carro que são irresponsáveis, e assim como há idiotas em todo lugar, como diz a comunidade do Orkut.

Mas não se pode tomar a minoria como um todo – nem mesmo se fosse a maioria. Generalizar nunca foi uma atitude muito sábia, mas a maior parte das pessoas só percebe isso, quando estão sendo atacadas injustamente.

É falar que todo funcionário público é folgado, é dizer que toda faculdade particular não tem qualidade, é falar que toda juventude está perdida ou chamar os estadosunidenses de norte-americanos (mexicanos não contam como gente e canadenses não existem, né? /ironia)

 


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Agora a culpa é minha?! (I)

Vou dividir esse post, na verdade em dois, pela extensão da discussão e por abordar, na verdade, dois pontos totalmente distintos sobre a coluna publicada na Galileu deste mês 

-não estou com a revista nesse momento, e, no site, não encontrei informação alguma, amanhã edito o post com o nome da colunista

No primeiro, falo sobre um tema mais pacífico, embora dê abertura para manifestações mais exaltadas daqueles que têm ódio de motos/motoqueiros.

No segundo, comentarei sobre trânsito em geral, estimativas e a generalização que fazem, como se motoqueiros fossem o único mal existente e responsáveis por todo o caos.

Na Galileu desse mês, uma colunista falava sobre a liberação para que as cidades legislassem sobre os mototaxistas.

É um assunto simples, não há muito o que discutir: cada cidade que, de acordo com suas características e desenvolvimento, deve legislar sobre o tema.

Porém, no seu texto, a autora foi extremamente crítica e preconceituosa, afirmou, mais de uma vez, que liberar o trabalho de motoboys e mototaxistas significaria aumentar o número de mortes no trânsito (quanto mais gente no trânsito, maior o índice de acidentes, e consequentemente de mortes, fato), mas, responsabilizou os motoqueiros como únicos causadores de acidentes.

Tipo, oi!?


Continua lendo essa joça!

Ok, existem motoqueiros irresponsáveis, lógico, mas proibir motocicletas não é uma medida nem um pouco sensata. Comassim, os motoqueiros são responsáveis pela carnificina? 

A autora não demonstrou conhecimento da vida em cidades de médio e pequeno porte. Pra quem vive em São Paulo e dirige, de fato, motoqueiros são demônios vivos, principalmente no horário de pico – mas, se eles não estivessem de moto, estariam de carro. E o número de carros duplicaria ou triplicaria, gerando um caos ainda maior no trânsito da cidade – ou alguém discorda disso?

Porém, em cidades com menos de um milhão de habitantes, motos e mototáxis são, geralmente o meio de transporte mais confiável, e barato. Oras, não é todo mundo que pode pagar um carro – e o custo de manutenção de um carro é quatro vezes maior que o de uma moto (podem fazer a conta, eu fiz, quando escolhi comprar uma moto), o que não é nem um pouco viável para quem mora numa cidade sem metrô e com sistema de transporte público deficitário.

Felizmente, não é o caso de Uberlândia; apesar de todos os defeitos e da tarifa incondizente, o sistema de transporte coletivo da cidade é ao menos, eficaz. Porém, em cidades de realmente interior, com menos de 200 mil habitantes, ônibus é uma coisa irreal: imundice, falta de horários fixos, falta de manutenção, e assim por diante.

Nessas cidades a única saída para grande parte da população é a moto. Proibir as motos nessas cidades significaria barrar o desenvolvimento da própria cidade – elas são movidas à motos.

Mototáxis então. Para quem não vive numa cidade com transporte público 24 horas (como o caso da própria Uberlândia, com 700 mil habitantes), mototáxis são o meio mais baratos – o preço do táxi está pela hora da morte.

Uma viagem da rodoviária até o centro da cidade, em bandeira 2, pelo horário, não sai por menos de 20 reais; mototáxis cobram sete. Imagine então quem realmente precisa – quem não tem como pagar um táxi e chega na cidade de madrugada, obviamente moram na periferia – o táxi cobraria um valor astronômico.

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Você confia no que lê?

Quantas vezes você já não leu que blogs são fonte de iinformação não confiáveis, de que há vários blogueiros que são pagos pra produzir posts, e entre tantas campanhas que buscavam desvalorizar os blogs.

Mas qual não foi minha surpresa, ao acessar um famoso portal de notícias (não é assim que eles se referem aos blogs? - um famoso blog/site da internet) e me deparar com a maior palhaçada que já vi:



(Print no tamanho original)

"Escola de música e tecnologia lança o PRIMEIRO curso de DJs da América Latina" [grifo nosso]

Comassim primeiro? Lançado agora? Nunca vi uma 'notícia' tão claramente patrocinada como essa; há quantos anos a DJBAN não realiza cursos, extensivos, intensivos, e particulares de DJ? Eu mesmo já fui aluno deles.

E não é só a DJBAN não, tem também o pessoal da CAM, da Groovearte que estão há anos no mercado.

Estou extremamente desapontado com essa cara-de-pau do Yahoo-via BRPress (a 'matéria' não é assinada) de lançar essa estúpida estratégia marketeira.

Sem mais, cansei - isso me broxa.
Link para a notícia: Yahoo; BRPress

-interessante é reparar que na chamada da notícia no site da BRPress, lê-se "EM&T se diz o primeiro a ensinar..."

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Madrugada [2] - Monólogo

-Véi, quem raios é essa @carolbernardes? Oo.
*fuça fuça fuça*
-Hmm, irmã do @SirLuiz.
-Mas quem diabo é @SirLuiz? Oõ²
*fuça fuça fuça*
-ÃÃÃHM, amigo da @Pati_Patricia, agora sim, faz sentido.
-Mas...
*silêncio*
-QUE ESSA MENINA FUMOU PRA ME SEGUIIIIIIIIIIR, VÉÉÉI?
*fuça fuça fuça*
-Hmmm, vou sergui-la também uu.


É, eu tenho medo do Twitter.

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Recenseamento

"Hoje não é possível, não há dinheiro nenhum. Volte amanhã. Hein? Ah, o sr. é dorecenseamento? Uff! Quantos somos? Somos vinte, somos mil. Tenho oito filhos e cinco filhas. Total: quinze pestes. Mas todos parentes de minha mulher se instalaram aqui. Meu nome? Ahn... João Lourenço, seu criado. Jesus Cristo João Lourenço. A minha idade? Oh! Pergunte à minha filha, pergunte. É aquela jovem sirigaita que está dando murros naquele piano. Ontem quis ir não sei pra onde com um patife que ela chama de "meu pequeno". Não deixei, está claro. Ela disse que eu sou da idade da pedra lascada. Escreva isso, cavalheiro, escreva. Nome: João Lourenço; profissão: idiota; idade: da pedra lascada. Está satisfeito? Não, não faça caretas, cavalheiro. Creia que eu o aprecio muito. O sr. pelo menos não é parente da mulher. Isso é uma grande qualidade, cavalheiro! É a virtude que eu mais admiro! O sr. é divino, cavalheiro, o sr. é meu amigo íntimo desde já, para a vida e para a morte!"

[Rubem Braga - Recenseamento]

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