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Discursos Vazios

Deputado Estadual Welinton Prado (PT-MG) defende a volta da Telebras.

Em entrevista à TVALMG, o Deputado disse que a reativação da Telebrás poderia trazer melhorias técnicas no serviço prestado e uma queda nos valores cobrados pelas companhias privadas, defendendo que o Estado deveria tomar para si um papel maior na prestação desses serviços.
Não vou discutir (agora) o mérito da sua afirmação, mas o fato de, durante a entrevista, ele cobrar do Estado uma alternativa para poder reduzir o valor da tarifa telefônica. Ele afirma que uma pressão popular poderia obrigar o Estado a mudar a política atual.
Mas não é a função dele fazê-lo? Façamos uma manifestação popular, convoquemos todos os setores da comunidade, fechemos as avenidas principais dos grandes centros urbanos, para que então, a Assembléia Legislativa mude o status quo. Para que a manifestação, sendo que ele próprio, WELINTON PRADO, está na Assembléia? Porque colocar o povo na rua, atrapalhar o trânsito, deslocar a Polícia, provocar o caos urbano (todo mundo que mora em cidade que já teve manifestações sabe o tanto que dificulta o dia-a-dia), sendo que o próprio convocador da manifestação é quem vai ter que se mexer ali na frente?
Não passa de mais uma manobra eleitoreira do deputado em questão, já antigo conhecido da população de Uberlândia (MG), pelo muito barulho, muita conversa, e nenhuma ação. Simplesmente ele não sabe o que está fazendo na Assembléia. Porque, se soubesse as suas atribuições, como Deputado Estadual, não falaria tamanha panacéia.

Em aparte, Domingos Sávio (PSDB-MG) foi mais razoável, concordando com a urgência de uma baixa na tarifa celular, assim como na necessidade de uma amplitude na cobertura celular em Minas Gerais – mas da mesma forma, não apresentou nenhuma solução.
Se não é função deles, deputados estaduais, apresentarem soluções, de quem é?

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UNE demonstra a que veio

Alunos da UnB tiram a roupa em apoio à estudante da Uniban

Oi? Como assim? Eu não sei o que me traumatizou mais, a bunda branquela do rapaz (que, por algum acaso, está com a cueca na cabeça), ou a forma de apoio/manifestação dos estudantes da UnB.

De qualquer modo, continuando, como se fosse completamente normal cem alunos tirarem a roupa e saírem andando pelados pela faculdade, ainda me vêm a notícia de que eles entregaram um protesto ao reitor... da UnB!

Meu Deus o que é esse Movimento Estudantil? É isso que se fala na pauta de todos os DCEs, quando citam engajamento? Olha, muito obrigado, mas não quero ser engajado, não.

Porque, se for engajado quiser dizer fazer um protesto ridículo, com uma reunião de nus e seminus, a oito horas de distância de carro do lugar onde a coisa tá pegando, e entregar um protesto a um cara que não tem nada a ver com o assunto, engajado significa ignorante.

E ignorância é a falta de conhecimento, acrescida da falta de vontade de aprender.  Porque as notas de repúdio da UNE são tão zombadas, e nenhum dos congressos estudantis são levados à sério.

O tal 'Movimento Estudantil' paira num ostracismo gigantesco. A vontade de quebrar com a sociedade, com a norma vigente, a sede de se fazer algo diferente é tamanha, que, muitas vezes, as manifestações que eles fazem são tão... nonsense.

Vamos aos fatos. Quais os erros da manifestação contra a Uniban:

1- Tirar a roupa. Definitivamente eu não entendi qual a mensagem que eles quiseram passar. Se formos interpretar, a manifestação parece ser contra a estudante, não a universidade; pois só reforçaria a tese da Uniban de que a aluna desejava causar alvoroço;

2- Falar em liberdade de expressão. Liberdade de expressão é para dizer alguma coisa. Poderiam pedir liberdade de expressão caso alguém barrasse o movimento deles (embora eu ache que andar pelado não seja uma manifestação válida fora de Woodstock), a menos que a Geisy tenha alguma a coisa a dizer (que ela provou não ter por mais de uma vez);

3- Culpar o capitalismo. Sim, eles fizeram isso na carta. Porque, em nome de Deus (não se pode copiar conteúdo d'O Globo, cliquem, e vejam) o capitalismo é culpado pelo irracional?!

4- Entregar uma nota de repúdio ao reitor da UnB. Preciso comentar?

5- Achar que o mérito foi deles. A UNE realmente acha que foi graças à sua ação (vídeo abaixo) política e engajada, que a Uniban voltou atrás, e não à repercussão na mídia.


Antes do vídeo, só repare (não vou falar do grito de guerra estupendo Eu uso o que eu quiser, eu sou (ou não sou) bixete, eu sou mulher), o comentário aos 1:25 a 1:26

'Então tira a roupa pra gente ver'.

Suuper engajado.

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Jabbor, um antro de sapiência

Finalmente então, a Venezuela começa, de fato, a pavimentar a sua entrada para o MERCOSUL. Já fazem alguns anos que essa luta começou - na verdade, desde que eu comecei a estudar o mercado, ali pra 1997, em Estudos Sociais (alguém teve essa matéria ou fui só eu mesmo? /tá raro achar alguém que teve por aqui), já se discutia a possibilidade de se unir o Pacto Andino ao MERCOSUL. Mais de 12 anos depois, então, a Venezuela consegue a aprovação do Senado brasileiro.

Ainda nào será nessa década que teremos a Venezuela como parceira comercial (e arrisco a me dizer que nem na próxima), mas, pelo menos, a decisão final do Legislativo brasileiro sai (se nada der errado), semana que vem.

Mas, o que realmente me surpreende, é o Jabbor, ontem à noite, no Jornal da Globo.



Keep walking;

Tá, é o Jabbor, Deus sabe porque eu fui prestar atenção.

Vou explicitar só um trecho do amplo conhecimento econômico

"Até hoje só atrapalhou negociações comerciais do Brasil com o mundo ou serviu de palco para provocações do pós-peronismo argentino."



Até porque nunca vi o Brasil ganhar alguma coisa com o MERCOSUL.

PS: Não acredite no link, ele é do governo, até parece que desde 2002, só tem saldo positivo!

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Princípio da Moralidade

Com todo esse bafafá do Sarney, @twpiratas, e outras coisas do tipo, muita gente se prendeu a "o que fazer com os culpados" e se esqueceu de "o que fazer com os atos secretos publicados".

Na verdade, pra variar, o que falta mesmo é divulgação - os remédios estão aí.
Em primeiro plano temos o princípio da moralidade. O que é essa moralidade? Segundo Hariou, é "o conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração." Ou seja, envolve a análise da ação administrativa, pertinente ao seu interesse público - é a análise da qualidade do ato administrativo.

Mas, o que acontece quando o ato do administrador não "passa" nessa análise? Isso está claro e absoluto na nossa Constituição Federal [art. 5º, inc. LXXIII]

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo [...] à moralidade administrativa,[...] ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência


O que isso significa? Que os atos secretos, TODOS, podem ser anulados, independente do seu conteúdo, por não obedecerem à (dentre vários) dois pré-requisitos de validade dos atos administrativos:

=> A publicidade (conforme ensina Hely L Meirelles: "a publicidade, como princípio da administração pública, abrange toda a atuação estatal, não só sob o aspecto da divulgação oficial de seus atos, como também de propiciação de conhecimento da conduta interna de seus agentes..."

=> E, por consequência, o interesse público ("não quer dizer haja total e irrestrita liberdade para que o administrador público desempenhe suas atividades ao sabor e talante de seus interesses, na medida em que a função administrativa, [...] consiste em aplicar a lei de ofício, tendo em vista sempre o aspecto finalístico que a informa, produto de inexoráveis limitações.")


Tudo brilha, então? Amanhã entro com uma ação popular, e o juiz vai anular todos os atos secretos? Hm, definitivamente não.
É aí que a porca torce o rabo: A Lei 4717/65, que regula as Ações Populares, requer, em seu art. 1º, a presença de advogado (RTJ 89/240).

Tá, tranquilo, bom-senso também pediria a presença de um. Pode-se contornar a "prova da lesividade" (exigida pelo JTJ 206/12) através do RTJ 153/1022, que diz "a lesividade [...] decorre da própria ilegalidade do ato cometido".

No caso específico dos atos secretos, pode-se facilmente basear a ação popular pelas letras 'b' e 'e' do art. 2º, quais sejam:

Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior, nos casos de: [...]
b) vício de forma; [...]

e) desvio de finalidade.

Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas:

b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato;

e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.


A ação deve ser proposta, nesse caso, por se tratar de atos no Senado, na Justiça Federal (nunca diretamente ao STF, já que a ação não é diretamente contra o administrador, mas sim contra o ato).

Importante rememorar a possibilidade de obter liminar judicial( admitido expressamente pelo § 4.º do art. 5º da Lei 4.717/65), e a possibilidade de, se a ação for considerada improcedente por falta de provas, é possível entrar com uma nova ação, pois a decisão não terá efeito erga omnes - Alexandre de Moraes.
Aos que têm vontade de se aventurar nas ações populares, mas acha não ter recursos, vai um trecho da Wikipedia:

Para assegurar ao povo a efetiva possibilidade de se valer do uso da ação popular a Constituição do Brasil isentou quem a ela recorre das custas judiciais e dos encargos da sucumbência, isto é, dos honorários dos advogados e despesas correlatas incorridos pela parte vencedora.

Esse é um detalhe essencial da legislação, sem o qual ninguém do povo jamais se arriscaria a entrar com uma ação popular, (como, por exemplo, as ações que tramitam, na justiça brasileira, tentando anular a venda da Companhia Vale do Rio Doce ). Se não houvesse essa isenção e o comum do povo viesse a ser derrotado numa questão, teria que pagar milhões à parte vencedora a título de honorários de advogado, arruinando-se.


Agradecimento à Patrícia, que auxiliou na pesquisa doutrinária;


Fonte primordial: NEGRÃO, Theotonio & GOUVÊA, José Roberto F., "Código de Processo Civil e legislação processual em vigor". 38 ed. São Paulo: Saraiva, 2006.


Quer saber mais sobre Ações Populares?
Modelo de Ação Popular
"O controle jurisdicional da constitucionalidade dos atos administrativos no direito brasileiro", in Direito e Processo (pg. 99-108) - disponível online
E, não haveria como deixar de falar do Blog Ação Popular.

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Teorias Conspiratórias, eles estão entre nós [1]

Eu não sei porque ainda o tal do Lauro Jardim, responsável pela coluna/lista/bizarrice Radar, na nossa adorada revista Veja, insiste em tentar ligar todos os fatos e notícias do mundo da maneira mais bizarra e negativista possível.
Na ed. 2109 [22/04/09], ipsis litteris:
"O ministro José Gomes Temporão não esqueceu suas origens na hora de preparar o orçamento do governo para a Saúde. Professor da Fundação Oswaldo Cruz desde 1980, o ministro quase dobrou o orçamento da autarquia. A Fiocruz recebeu 1,5 bilhão de reis do Orçamento deste ano - um aumento de 92,5% em relação ao previsto em 2008. No mesmo período, a verba para o ministério subiu 13,2%. A área mais beneficiada foi a vigilância epodemiológica, paraa compra de vacinas e outras ações de prevenção de doenças".

MEU DEUS, QUE BIZARRO!
Agora vai me dizer que o Ministro da Saúde está aumentando a verba para, peraí, acho que não li direito, HOSPITAIS?!?

Jesus, Maria e José! Que absurdo! Sem querer bater de frente com Lauro Jardim, mas, peraí, o Temporão pode ter até privilegiado o lugar que ele trabalhou, mas ele sabe exatamente qua o problema da Fiocruz, e sabe porque? Porque trabalhou lá, oras.

A Fiocruz é uma autarquia, pertence ao Governo Federal, não é qualquer hospitalzinho particular que recebe dinheiro do governo.
E olha que bizarro: a Fiocruz está recebendo dinheiro pra prevenir doenças. A Fiocruz fica no Rio de Janeiro. Estamos em época de chuva. Qual estado brasileiro tem o maior histórico de problemas com a dengue?

Ah, tá. Mas que o Temporão tá desviando recursos está. Até porque, segundo todas as mídias, o sistema de saúde público no Brasil vai muitíssimo bem; assim como a GM, na crise:

O Globo, dizendo como a gestão de hospitais públicos no Brasil é exemplar
UOL, sobre o exemplo dos hospitais de Natal, que devem ser seguidos mundo afora;
E, por fim, o próprio CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), elogiando a quantidade de verba destinada à saúde em geral

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Que país é esse?

Existe algo mais chato que aqueles pseudo-nacionalistas, que só sabem falar mal do Brasil, só sabem falar que ninguém defende o país, que a corrupção está acabando com o desenvolvimento, que não se importa mais com a pobreza, com a indústria nacional?
A esses só tenho um trecho do libro Gambaru, de Claudio Ayabe:

"O Brasil é o único país do mundo onde se pode abastecer
simultaneamente um carro com álcool, gasolina e gás, um feito
brasileiro, tecnologia nacional. Somos o primeiro país do mundo a
desenvolver o biodiesel à base de mamona. [...]Os Estados Unidos e
vários países europeus compram nossos aviões. Houve um tempo em que se
dizia que era um absurdo brasileiro se meter a produzir jatos. Santos
Dumont ficaria triste de ouvir isso. Temos o melhor sistema de urnas
eletrônicas do mundo. Os norte-americanos vieram aqui aprender como
fazer. Temos o mais moderno sistema bancário da América Latina. Tudo
perfeitamente informatizado. Temos ótimas seleções nos esportes
coletivos, como o vôlei e mesmo o futebol. E ainda exportamos gênios e
técnicos de todas as áreas para os países considerados desenvolvidos
[...] O Brasil só precisa de gente que pense diferente. Precisa de
gente que tenha
RAÇA, que lute por sua empresa, por sua
comunidade, por seu país. Eu tenho orgulho de ser brasileiro. Você tem?
Se a gente quer deixar de uma vez por todas o subdesenvolvimento, é
preciso que cada um faça sua parte.
"
[ AYABE, Cláudio in Gambaru ]

Qual tem sido nossa parte em melhorar esse país? O que nós temos feito? Quanto você investe no Brasil?

~~Um país não se constrói com idéias nem intenções.

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Política Internacional

Mais uma vez, Lula prova que seu governo foi bem criado para a política internacional.
Pode não ter sido o melhor governo deste país, mas com certeza foi no governo Lula que o Brasil mais avançou em Relações Internacionais. Sempre mantendo-se como um país amigável, agora o Brasil abre as portas para os bolivianos que fogem de uma das crises mais estranhas daquele país - e pensar que tem gente no Brasil querendo lutar desse mesmo jeito >.<~
Segundo O Globo:
"Segundo fontes do Itamaraty, o Brasil não apóia nenhum movimento separatista, defende a solução negociada para o impasse e ressalta a importância de o presidente Evo Morales ter sido eleito democraticamente"

Foi o que disse o Lula, em coletiva à imprensa: primeiro acalmar a situação e estabelecer a paz. Depois ver quem está certo.

Tudo seria tão mais fácil se algumas potências resolvessem os problemas assim...
Cobertura interessante no Sítio do Walmott



=> Hoje é o Talk like a pirate day!, confira no Luz de Luma


=> Menos de um mês para o fim do I Blogs Contra a Fome! Participe!
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Avisando à todos que as datas postadas e nos editais estava errada: o final do I Blogs Contra a Fome ocorrerá dia 12/out, não agosto. Agradecimentos à Luma por ter me avisado!

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Oscar 2009

Não me levem à mal, eu gosto do Ministério da Cultura. Ainda mais depois da saída do Gilberto Gil. O ministro atual, Juca Ferreira, tem sido um cara legal. Ampliou os seminários de formação sobre Direitos Autorais, entre mileoutras coisas.
Mas o que realmente me deixou estupefato, é o Tropa de Elite estar na lista dos enviáveis ao Oscar 2009. Tá, me diz o que é isso, cara?
Se ele não serviu em 2008 por ser 'violento demais' ou qualquer outra desculpa que eles deram, porquê colocar na fila de novo?
Que tipo de política é essa?
Qual é a deles? O_o
E antes que eu me esqueça, a lista dos filmes que estarão sob avaliação para concorrer ao Oscar 2009:

A Casa de Alice, de Chico Teixera;
A Via Láctea, dirigido por Lina Chamie;
Chega de Saudade, dirigido por Laís Bodanski;
Era Uma Vez, de Breno Silveira;
Estômago, de Marcos Jorge;
Meu nome não é Johnny, de Mauro Lima;
Mutum, dirigido por Sandra Kogut;
Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro;
Olho de Boi, de Hermano Penna;
Onde andará Dulce Veiga?, dirigido por Guilherme de Almeida Prado;
O Passado, de Hector Babenco;
Os Desafinados, dirigido por Walter Lima Júnior;
O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli; e
Última Parada 174, de Bruno Barreto

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Lembrando também do I Blogs Contra a Fome
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Eleições mais do que esperadas...

Mesmo com as campanhas (cada vez com menor sentido) da Justiça Eleitoral acerca da conscientização do eleitor, é impressionante como alguns políticos conseguem ludibriar com promessas, no mínimo, interessantes...
Vejamos o caso do Welinton Prado, que concorre à prefeitura de Uberlândia(MG):
O rapaz me promete estágio remunerado para todos estudantes maiores de 14 anos e para todos universitários. Considerando o censo do IBGE/2000, existem 67.962 pessoas que frequentam escolas a partir dos 15 anos. Como (ainda) não há um piso de remuneração para estagiários, podemos nos basear em uma média de 250 reais mensais. Nessa brincadeira, chega-se à bagatela de R$16.990.500,00 por mês. Agora alguém poderia me responder daonde ele tiraria 16 milhões por mês pra sustentar esse povo?

Já tem um outro ali, o João Bittar (de uma coligação bem extensa, seja ela qual for), gostou do número 10.000.
Vai criar mais 10000 vagas em creches, dar 10000 bolsas tipo o REUNI bancadas pelo município, criar 10000 leitos nos hospitais municipais e por aí vai...

[ E eu pensando que era sandice em acreditar num pulo do piso salaria para 1.900 reais como pregam alguns partidos meio esquisitos aí... ]



Não se esqueçam do I Blogs Contra a Fome, campanha que termina em outubro! Inscrições ainda estão abertas!

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Olimpiadas no Rio e um post sobre o Congresso

Os partidos de oposição definiram que vão tentar resistir à aprovação da Contribuição Social para Saúde (CSS) usando todos os artifícios regimentais para prorrogar a sessão de discussão e tentar cansar a base aliada do governo.

Yahoo - Agência Estado


Politicagem: s. f., deprec., politiquice; os maus políticos ( Daqui ).

Não adianta falar de politicagem, todos que estão no meio falam que os acordos são o único meio de fazer a coisa andar.

O que seria fazer a coisa andar? Faze sobressair o interesse dos seus eleitores?
Essa é a mentalidade atual: o sujeito que ganhou tem que defender os interesses do partido, tem que seguir o código de conduta do partido, deve trabalhar em prol do partido.
Qualé, mermão?

República: do Lat. re + publica, coisa pública s. f., negócios públicos; regime em que que se tem em vista o interesse geral de todos os cidadãos e em que o Chefe de Estado é eleito, exercendo um mandato temporário ( Do mesmo lugar ).

O político é uma figura lendária, que como guardião da república deve honrar os interesses do~s cidadãos, não daqueles que o elegeram. De todos; porque ele é um representante do povo brasileiro, e não da maioria do povo - isso, sim, é um Estado Democrático de Direito.


Mas fazer o que, se desde a juventude, desde os DCEs, e movimentos estudantis, só se importa com o seu?
Não há mais quem crie uma massa de manobra; o sistema já fez aqueles que gritam em convenções partidárias, que carregam bandeirinhas e colam adesivos de massa de manobra.

Nunca vi sujeito mais convicto que aquele que em toda sua vida leu só um livro.

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