Web 2.0: A falsa liberdade

A internet, mais especificamente, a web 2.0 se espalhou como o meio de expor suas idéias; a liberdade de expressão.

De repente, você podia dar sua opinião sobre qualquer assunto, encontrar pessoas com pensamento semelhante e, principalmente, debater com quem discorda.

E é nesse ponto que a coisa começa a mudar de caráter.

Keep Walking

Segundo o Webdicionário Aurélio:
Debater
v.t. Discutir, contestar, polemizar: debater uma questão.

E no polemizar, surge um problema típico dos meios libertários: A ditadura da maioria.

A partir do momento que um grupo com uma idéia X vê-se como maioria dominante, perde o interesse de trocar idéias com o grupo, minoria, que defende Não-X, desvirtuando qualquer princípio de discussão vindo dessa minoria, partindo para ataques pessoais, e, invariavelmente, vaias.

A vaia numa discussão é atestado de ignorância. É a crença de tudo-sei, tudo posso, porque tá todo mundo comigo - e dane-se se você pensa o contrário.

A gente vê isso mais na prática, olha só onde? Nos movimentos populares, o antro da liberdade - DCEs, Sindicatos. Deixa alguém, de direita, encostar num microfone durante uma Assembléia Geral da UFU, seja de estudantes, seja de técnicos. Antes mesmo da pessoa respirar, sào vaias, xingamentos, garrafas, e tudo mais que estiver à mão - mesmo que a pessoa tenha ido falar do vidro aberto do carro de alguém.

É como não se importasse mais nada naquela pessoa: ela se resume a ser contra X, e, se tem alguma outra idéia, por mais bacana que seja, não podemos prestar atenção, ou parar pra ouvir: ela é contra nós.

E isso já chegou aos blogs, ao twitter. Quantos de nós já não deixamos de postar, ou de twittar alguma coisa pela preguiça de lidar com essa massa?
E isso é liberdade? Ou a ditadura da maioria sempre vai estar presente?

Leia Mais...

Jabbor, um antro de sapiência

Finalmente então, a Venezuela começa, de fato, a pavimentar a sua entrada para o MERCOSUL. Já fazem alguns anos que essa luta começou - na verdade, desde que eu comecei a estudar o mercado, ali pra 1997, em Estudos Sociais (alguém teve essa matéria ou fui só eu mesmo? /tá raro achar alguém que teve por aqui), já se discutia a possibilidade de se unir o Pacto Andino ao MERCOSUL. Mais de 12 anos depois, então, a Venezuela consegue a aprovação do Senado brasileiro.

Ainda nào será nessa década que teremos a Venezuela como parceira comercial (e arrisco a me dizer que nem na próxima), mas, pelo menos, a decisão final do Legislativo brasileiro sai (se nada der errado), semana que vem.

Mas, o que realmente me surpreende, é o Jabbor, ontem à noite, no Jornal da Globo.



Keep walking;

Tá, é o Jabbor, Deus sabe porque eu fui prestar atenção.

Vou explicitar só um trecho do amplo conhecimento econômico

"Até hoje só atrapalhou negociações comerciais do Brasil com o mundo ou serviu de palco para provocações do pós-peronismo argentino."



Até porque nunca vi o Brasil ganhar alguma coisa com o MERCOSUL.

PS: Não acredite no link, ele é do governo, até parece que desde 2002, só tem saldo positivo!

Leia Mais...

PMU, um teste de transparencia

No Twitter, o prefeito Odelmo Leão informou que constavam os vencimentos no Diário Oficial do Município, disponível no site da Prefeitura.

Segui para lá, e após a busca em sete diários, sem nenhum resultado, liguei para os números do expediente do Diário.

Um dos números não existe, mas ligando para o outro, fui atendido logo em seguida, pelo Felipe, super solícito, que, embora não soube me dizer se a informação do prefeito procedia ou não, pediu meu telefone, e prometeu ligar quando encontrasse alguma coisa a respeito.

Bom, eu já tinha desistido, mas para me surpreender mais uma vez, menos de 15 minutos depois o mesmo Felipe me ligou, dizendo que não sabia me dizer em qual Diário foi publicada a tabela de vencimentos, mas que ela realmente fora publicada.
Passei então a revirar todos os Diários Oficiais publicados em outubro, mês corrente.
De fato, a organização e as informações são perfeitas, não falta nada, todos os gastos, todos os centavos, justificativas (plausivas) de compra, e a verba geral de cada secretaria.

Mas e o que nós queríamos de início, que eram os vencimentos de cada servidor?
Bom, praticamente uma hora depois, achei uma remissão em um dos Diários de setembro para junho, e pulei direto para aquele mês.

Qual não foi minha surpresa ao encontrar, depois de quase três horas de pesquisa,
alguns valores;

Aí estão, os frutos preliminares da pesquisa
Diário n. 3185/junho
Diário n. 3186/junho
Diário n. 3186-especial/junho:
Diário n. 3187-especial/junho:


Bom, cá entre nós, eu não sei, mas as informações podiam estar todas juntas, num lugar só, seria mais fácil; de qualquer modo é minha opinião.
De qualquer modo, parece que Uberlândia é um exemplo de transparência;

Leia Mais...

Não sou eu, então, dane-se (I) – Prisão Provisória

Me impressiona muito o nível da intelectualidade brasileira. Não dos intelectuais de fato, mas daqueles que são tidos como intelectuais, ou como já vi se referirem a eles, os socialmente intelectuais. 

É fácil descobrir quem são, pessoas que detém uma posição de destaque, seja dentro da própria mídia, ou são famosos por uma ou outra realização que, repentinamente, resolvem meter o pitaco naquilo que não têm a menor base teórica. São sociólogos, juristas, músicos, técnicos de futebol que tem experiência... zero. Apenas criticam, e, cansados de criticar, começaram a vomitar soluções mágicas para os problemas que apontam.

E, é claro, que essas soluções são absurdos, quando paramos pra pensar um pouco (eu disse um pouco, não precisa nem ser muito) sobre elas. É o típico “jornalista” encostado nas grandes corporações de mídia que, para não permanecer no ostracismo, vomitam seu veneno, atacando pessoas, culpando o sistema sem entender sua razão de ser, e dando vazão à histeria.

Não tem exemplo maior do que os casos judiciários. A prisão provisória, por exemplo, exercida pelo delegado de polícia. Alguém algum dia leu em uma revista ou jornal, ou ainda mais, ouviu em algum jornal pra que ela serve?

Nunca. A única importância para a mídia é que o cara foi preso e o juiz mandou soltar. Só.

Mas, a prisão provisória, como o próprio nome diz, é provisória, temporária; serve para que o suspeito (novamente, SUSPEITO, não culpado) não possa ou se esconder ou alterar as provas (coibir testemunhas, esconder a arma do crime, tacar fogo nos documentos, e outras bizarrices). Não é ela, portanto, aplicável em todos os casos – de que serve manter um deputado preso, sendo que ele não tem como mudar as provas do processo que apontam para ele? Qual o sentido de mantê-lo às custas do Estado, gastando (mais) dinheiro público?

Não é que o juiz esteja considerando que ele é inocente, mas sim inofensivo. A inocência ou culpa só é julgada ao fim do processo.

 

Parece absurdo? É, quando está longe, e não é com a gente, realmente parece. Imagine, porém, que uma menina que você ficou aparece com um menino e um pedido de pensão alimentícia – mesmo sem exame de DNA.
Oras, o juiz não tem as provas concretas, mas ele tem que decidir, PROVISORIAMENTE, se você tem que pagar a pensão ou não – porque a criança precisa comer.

Se ignorássemos a possível inocência do deputado, teríamos que ignorar a sua possível inocência também – até que você provasse que focinho de porco não é tomada; e que aquele catarrento não tem nada a ver com você.

 

Faz mais sentido agora, não faz? Então, por mais que, uma vez ou outra surja algum espertinho, que se use disso para se dar bem e se livrar, seria mils (como diz a Ana) vezes pior prender alguém inocente – mesmo que de maneira provisória.

E, quando se faz isso, a mídia é a primeira a fazer escândalo (lembra da mulher que furtou uma caixinha de leite no supermercado?).

 

Então, antes de criticar uma ação de algo tão pensado quanto uma Lei, de algo tão importante quanto as Normas de um país, que regem milhões de pessoas, tente entender seus fundamentos, nem tudo surgiu por medo da ditadura ;D


Leia Mais...

Agora a culpa é minha?! (II)

Continuando, então, a rebater a coluna, a autora definiu os motoqueiros como responsáveis pela carnificina no trânsito – e a liberação de moto taxistas seria compactuar com esse rio de sangue.

Corro o risco de derrapar na Lei de Godwin (expressão usada quando se compara falas e feitos ao regime nazista), mas da forma como foi colocado, o motoqueiro é um mal a ser combatido.


Continua lendo a bagaça;

É como se a autora passasse uma borracha em todos acidentes causados por motoristas bêbados, má-conservação das pistas, má sinalização, irresponsabilidade no volante, falta de manutenção veicular, motoristas que dormem ao volante, colocando todos esses acidentes nas costas dos motoqueiros.

“Ah, mas e os motoqueiros bêbados?” pergunta alguém; A culpa é da bebida então, e não da moto, óbvio ._. Seria o mesmo que afirmar que todos que moram na favela são traficantes: Eles não moram na favela porque gostam, ou porque querem, mas, a maioria, porque não tem condição financeira de morar em algum lugar melhor.

Eu nunca vi um motoqueiro feliz porque tivesse que dirigir na chuva, ou porque tinha que entregar a pizza quentinha do outro lado da cidade – se motoboys correm, é porque são obrigados.

Novamente faço uma pausa: há motoqueiros irresponsáveis e idiotas que não respeitam porque não querem – mas são minorias, assim como motoristas de carro que são irresponsáveis, e assim como há idiotas em todo lugar, como diz a comunidade do Orkut.

Mas não se pode tomar a minoria como um todo – nem mesmo se fosse a maioria. Generalizar nunca foi uma atitude muito sábia, mas a maior parte das pessoas só percebe isso, quando estão sendo atacadas injustamente.

É falar que todo funcionário público é folgado, é dizer que toda faculdade particular não tem qualidade, é falar que toda juventude está perdida ou chamar os estadosunidenses de norte-americanos (mexicanos não contam como gente e canadenses não existem, né? /ironia)

 


Leia Mais...

Agora a culpa é minha?! (I)

Vou dividir esse post, na verdade em dois, pela extensão da discussão e por abordar, na verdade, dois pontos totalmente distintos sobre a coluna publicada na Galileu deste mês 

-não estou com a revista nesse momento, e, no site, não encontrei informação alguma, amanhã edito o post com o nome da colunista

No primeiro, falo sobre um tema mais pacífico, embora dê abertura para manifestações mais exaltadas daqueles que têm ódio de motos/motoqueiros.

No segundo, comentarei sobre trânsito em geral, estimativas e a generalização que fazem, como se motoqueiros fossem o único mal existente e responsáveis por todo o caos.

Na Galileu desse mês, uma colunista falava sobre a liberação para que as cidades legislassem sobre os mototaxistas.

É um assunto simples, não há muito o que discutir: cada cidade que, de acordo com suas características e desenvolvimento, deve legislar sobre o tema.

Porém, no seu texto, a autora foi extremamente crítica e preconceituosa, afirmou, mais de uma vez, que liberar o trabalho de motoboys e mototaxistas significaria aumentar o número de mortes no trânsito (quanto mais gente no trânsito, maior o índice de acidentes, e consequentemente de mortes, fato), mas, responsabilizou os motoqueiros como únicos causadores de acidentes.

Tipo, oi!?


Continua lendo essa joça!

Ok, existem motoqueiros irresponsáveis, lógico, mas proibir motocicletas não é uma medida nem um pouco sensata. Comassim, os motoqueiros são responsáveis pela carnificina? 

A autora não demonstrou conhecimento da vida em cidades de médio e pequeno porte. Pra quem vive em São Paulo e dirige, de fato, motoqueiros são demônios vivos, principalmente no horário de pico – mas, se eles não estivessem de moto, estariam de carro. E o número de carros duplicaria ou triplicaria, gerando um caos ainda maior no trânsito da cidade – ou alguém discorda disso?

Porém, em cidades com menos de um milhão de habitantes, motos e mototáxis são, geralmente o meio de transporte mais confiável, e barato. Oras, não é todo mundo que pode pagar um carro – e o custo de manutenção de um carro é quatro vezes maior que o de uma moto (podem fazer a conta, eu fiz, quando escolhi comprar uma moto), o que não é nem um pouco viável para quem mora numa cidade sem metrô e com sistema de transporte público deficitário.

Felizmente, não é o caso de Uberlândia; apesar de todos os defeitos e da tarifa incondizente, o sistema de transporte coletivo da cidade é ao menos, eficaz. Porém, em cidades de realmente interior, com menos de 200 mil habitantes, ônibus é uma coisa irreal: imundice, falta de horários fixos, falta de manutenção, e assim por diante.

Nessas cidades a única saída para grande parte da população é a moto. Proibir as motos nessas cidades significaria barrar o desenvolvimento da própria cidade – elas são movidas à motos.

Mototáxis então. Para quem não vive numa cidade com transporte público 24 horas (como o caso da própria Uberlândia, com 700 mil habitantes), mototáxis são o meio mais baratos – o preço do táxi está pela hora da morte.

Uma viagem da rodoviária até o centro da cidade, em bandeira 2, pelo horário, não sai por menos de 20 reais; mototáxis cobram sete. Imagine então quem realmente precisa – quem não tem como pagar um táxi e chega na cidade de madrugada, obviamente moram na periferia – o táxi cobraria um valor astronômico.

Leia Mais...

Você confia no que lê?

Quantas vezes você já não leu que blogs são fonte de iinformação não confiáveis, de que há vários blogueiros que são pagos pra produzir posts, e entre tantas campanhas que buscavam desvalorizar os blogs.

Mas qual não foi minha surpresa, ao acessar um famoso portal de notícias (não é assim que eles se referem aos blogs? - um famoso blog/site da internet) e me deparar com a maior palhaçada que já vi:



(Print no tamanho original)

"Escola de música e tecnologia lança o PRIMEIRO curso de DJs da América Latina" [grifo nosso]

Comassim primeiro? Lançado agora? Nunca vi uma 'notícia' tão claramente patrocinada como essa; há quantos anos a DJBAN não realiza cursos, extensivos, intensivos, e particulares de DJ? Eu mesmo já fui aluno deles.

E não é só a DJBAN não, tem também o pessoal da CAM, da Groovearte que estão há anos no mercado.

Estou extremamente desapontado com essa cara-de-pau do Yahoo-via BRPress (a 'matéria' não é assinada) de lançar essa estúpida estratégia marketeira.

Sem mais, cansei - isso me broxa.
Link para a notícia: Yahoo; BRPress

-interessante é reparar que na chamada da notícia no site da BRPress, lê-se "EM&T se diz o primeiro a ensinar..."

Leia Mais...

© 2008 Por *Templates para Você*